sábado, 18 de abril de 2009

Nem tão amigo assim

No início da semana, Barack Obama anunciou a flexibilização do embargo a Cuba, colocando fim a décadas de isolamento total da ilha em relação ao poderoso vizinho. Com o gesto, o presidente americano quis dizer ao mundo que está aberto ao diálogo, que é flexível e que aceita a soberania das nações. Mas a decisão de diminuir restrições antes que o assunto fosse plenamente discutido na Cúpula das Américas, que começou ontem em Trinidad e Tobago, demonstra também uma postura unilateral de quem deseja manter a soberania dos Estados Unidos no mundo. Uma ação de quem, apesar de tudo, pensa em defender seus interesses. "Obama não está disposto a permitir que os Estados Unidos deixem de ser a maior potência mundial, e isso está diretamente relacionado ao posicionamento sobre o embargo ao governo de Raúl Castro", afirma Daniel Santiago Chaves, historiador e pesquisador do Laboratório do Tempo Presente.Por isso, para o especialista, talvez o líder dos Estados Unidos não seja o "melhor amigo" da América Latina. "A opinião pública ainda está apaixonada por Obama e parece acreditar que ele é a porta de entrada para a multipolaridade". Para Chaves, não são bem assim que as coisas funcionam.

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