sexta-feira, 5 de junho de 2009

Carlos Minc ataca ruralistas

Depois de duas semanas de ataques a cinco colegas de governo, de críticas a ruralistas e ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, avaliou na tarde de ontem que continuará no cargo. "Estou firme, firmíssimo; tremei, poluidores", afirmou ele, após audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Horas antes, ele havia dito que sentia todo dia "o pescocinho na mira". "Querem tirar uma picanha do Carlinhos", ironizou o ministro.O triunfo anunciado pelo ministro veio na sequência de um processo de enquadramento político, em que Lula não permitiu, por exemplo, recuo no licenciamento da BR-319 - rodovia que corta um pedaço da Amazônia. Antes da conversa com o presidente e de um ato com artistas da TV Globo, o ministro participou de dois eventos em que manteve críticas aos ruralistas e à presidente da Confederação Nacional da Agricultura e da Pecuária (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO)."Aqui, no Parlamento, pediram meu pescoço, mas, pelo que me consta, ele ainda está no meu lugar e, provavelmente, vai ficar até o fim do governo Lula", afirmou Minc, em audiência na Câmara, na Comissão do Meio Ambiente. "Não vamos deixar essa turminha destruir nossos biomas", acrescentou, referindo-se aos ruralistas. "Podem ameaçar, mas não vão transformar nossos biomas em latifúndios, em monocultura."

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