quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estudo explica famosos que não fazem nada de útil

A febre em torno das Spice Girls já passou há alguns anos, mas Victoria Beckham (a "Posh Spice") continua a ter grande exposição na mídia. E Paris Hilton, que faz "sucesso" apenas por seu estilo de vida, está constantemente nas manchetes dos tabloides. Um novo estudo ajuda a explicar porque algumas pessoas ficam em evidência por tanto tempo, mesmo depois que seu trabalho "murcha". De modo simples, afirma Nathanael Fast, da Universidade de Stanford (EUA), as pessoas precisam de algo para conversar. O desejo humano de encontrar pontos em comum nas conversas faz com que escolhamos falar sobre alguém já popular, diz. Em seu trabalho, Fast não se focou em celebridades e colunas de fofoca, mas em jogadores profissionais de baseball nos Estados Unidos. "Nós percebemos que há toneladas de estatísticas sobre o desempenho de jogadores de baseball. Se conseguíssemos mostrar que atletas famosos continuam mais proeminentes que os 'anônimos', mesmo que eles tenham o mesmo desempenho, poderíamos comprovar a tese", diz. Para os pesquisadores, esse fenômeno gera um fenômeno "circular". Pessoas proeminentes continuam populares por mais tempo do que deveriam porque servem como "alimento" para a comunicação entre as pessoas, o que influencia a cobertura da mídia, afirma a equipe. "Veja o exemplo de Paris Hilton. De um jeito ou de outro ela ficou conhecida e agora as pessoas estão mais suscetíveis a falar sobre ela", diz Fast. Mark Schaller, psicóloga da Universidade da Columbia Britânica, em Vancouver, concorda com essas conclusões. "Isso dá uma resposta para o fato de a fama se perpetuar, mesmo quando a pessoa famosa não está mais fazendo algo digno de notoriedade", diz. A dúvida que permanece é como pessoas, ideias ou práticas começam a ficar "na moda".

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