sábado, 11 de julho de 2009

Meninas que entraram para gangues

Por Época
No prédio do Ministério Público Estadual de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, 13 meninas com idade entre 11 e 15 anos esperam sentadas, ao lado dos pais, uma audiência com o promotor de justiça. Com semblante assustado e cabisbaixas, algumas roem as unhas. Outras, com fones no ouvido, ouvem música como se estivessem no sofá de casa. Todas são suspeitas de integrar o “Bonde do Capeta”, um grupo de alunas da 7ª série da Escola Estadual Domingos João Batista Spinelli, na periferia da cidade, que se juntou para ameaçar e estapear colegas mais bonitas e com notas melhores.Mais que um caso pontual de violência escolar, a agressão em Ribeirão Preto aponta para um fenômeno mais amplo: garotas briguentas que tomam a iniciativa de formar ou liderar gangues. “É como se elas tivessem ficado mais corajosas, e essa valentia fosse reconhecida como um valor”, diz a socióloga Miriam Abramovay, coordenadora da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (um organismo internacional que municia os governos com estudos) e responsável por uma pesquisa de dois anos sobre gangues femininas no Distrito Federal. Para especialistas, a melhor forma de evitar que os jovens, mulheres ou homens, se envolvam com gangues é dar visibilidade social a eles. “O jeito é canalizar a energia e a vontade de identificação com um grupo para outros lugares”, diz a socióloga Glória Diógenes. Ela participa do Projeto Enxame, que permitiu a jovens de um bairro da periferia de Fortaleza trocar a pichação e as brigas pela cultura hip-hop. “A arte é um desses lugares que garantem visibilidade e servem de comunicação com a sociedade”, diz Glória.

2 comentários:

  1. isso é falta de educação de qualidade, falta de lazer segurança.

    e o presidente preocupado em construir estádio pro corintias.

    isso é no mínimo lamentável.

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  2. Quando dizem que mulher é a imagem do cão...

    PASSA LA DEPOIS...
    www.bizarreniux.blogspot.com
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