quarta-feira, 8 de julho de 2009

Países testam poder de G8

Por G1
A Cúpula do Grupo dos Oito (G8, formado pelos sete países mais industrializados do mundo, além da Rússia), em L'Aquila, na Itália, começa nesta quarta-feira (8) com o desafio de provar sua importância no cenário mundial diante da crise econômica. Entre os assuntos a serem discutidos, além da crise, estão o aquecimento global e a segurança alimentar.Diante de críticas de países em desenvolvimento, como o Brasil, que argumentam que o G8 não representa mais a balança de poder mundial, o grupo também convocou os membros do G5 (China, Índia, Brasil, México e África do Sul) para o debate.Além das grandes nações em desenvolvimento, outros 14 países foram convidados a se juntar membros do G8 Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Canadá, Rússia e Itália durante o evento em L'Aquila, cidade que foi afetada por um forte terremoto no mês de abril.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já disse publicamente que o G20 é o fórum mais adequado para as discussões globais. "O G8 não tem mais razão de ser, a menos que seja para debater outros temas (além do desequilíbrio entre as nações)", declarou ele, em uma entrevista ao jornal francês "Le Monde", nesta terça-feira (7).Entre os defensores de um papel maior para as nações em desenvolvimento está o presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Queremos levar o mesmo discurso, o discurso da mudança", afirmou Sarkozy em coletiva conjunta com Lula em Paris.Dentro dessa disputa de poder, China, Rússia e Brasil pretendem usar a cúpula do G8 na Itália para defender a visão de que o mundo precisa procurar uma nova moeda de reserva global como alternativa ao dólar. A ideia encontra resistência entre os líderes de países desenvolvidos, que não consideram o G8 como o fórum adequado para o tema.

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