domingo, 30 de agosto de 2009

São Paulo e Palmeiras se enfrentam hoje em Sampa

Por Renan Cacioli e Carolina Araújo
O clássico entre São Paulo e Palmeiras será um antes e um depois da entrada triunfal de Muricy Ramalho no gramado do Morumbi, hoje à tarde. Passados o frisson causado pelo retorno do treinador à antiga casa e o apito inicial, aí sim, o jogo passará a ser analisado pelos passes, as faltas, as polêmicas com a arbitragem. Até lá, porém, as câmeras de TV e os torcedores focarão o rosto do técnico palmeirense, as reações, seu ritual pelo palco que, de segundo lar, transformou-se em campo inimigo. O protagonista do Choque-Rei já disse que espera ser recebido com aplausos, pois, segundo o próprio, aconteceu assim em todos os clubes que dirigiu. Nunca, porém, a mudança de camisa havia sido tão polêmica. Da queda no São Paulo, no dia 19 de junho, até o anúncio de sua contratação pelo arquirrival Palmeiras, em 21 de julho, foram muitos os ruídos.
Começaram exatamente na saída do clube pelo qual foi tricampeão nacional (2006-08). A eliminação são-paulina da Libertadores foi a gota d'água para a relação que, internamente, já havia esmorecido. O sinal mais evidente desse desgaste foi dado antes mesmo de o time perder a segunda partida para o Cruzeiro nas quartas de final da competição. "Não adianta nada falar que você é artilheiro, que é decisivo e tirar. Mas quem tem que explicar isso não sou eu'', disse um irado Borges, barrado do time titular no jogo do Mineirão.

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