terça-feira, 20 de outubro de 2009

Com medo da família Sarney, livrarias do Maranhão rejeitam livro

Por Sérgio Ripardo
Com medo da família Sarney, nenhuma livraria em São Luís (MA) aceitou abrigar o lançamento de "Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na era Sarney", diz o jornalista Palmério Dória, autor da obra, à Livraria da Folha. O jeito foi improvisar um evento na sede do Sindicato dos Bancários, marcado para o próximo dia 4 de novembro, a partir das 19h. Além de detalhar todos os escândalos envolvendo o clã do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o livro dedica um capítulo (nº 8, "O lado feminino") só para falar sobre as intimidades da família e de seu patriarca. Na página 91, Dória escreve: "Sarney achou que seus sonhos poderiam concretizar-se em Nova York - o senador delirava só em pensar na realização de seu fetiche sexual: lambidas em seu hálux, ou, na linguagem popular, o dedão do pé. E rumou esperançoso para a capital do mundo ocidental, entre os convidados da Globo para a entrega de um daqueles prêmios internacionais, em tempos de boca-livre total." Questionado pela Livraria da Folha sobre a fonte dessa informação, o jornalista não quis revelar. O autor diz que não é a primeira vez que sofre censura no Maranhão. Seu livro "A Candidata que Virou Picolé" (2002), sobre Roseana, filha do senador, foi colocado à venda nas bancas de São Luís, e teve todos os exemplares comprados pela família Sarney, afirma Dória, que confirmou presença no próximo dia 4 em São Luís. Será o primeiro lançamento do livro em uma capital nordestina. Dória diz que a família Sarney não tomou nenhuma ação jurídica contra sua obra, que narra o enriquecimento de parentes e interferências na máquina pública, ao longo de décadas.

Um comentário:

  1. eu li, enquanto existir pessoas como sarney, este pais nao vale nada, e o congresso corrupto e cheio de canalhas

    ResponderExcluir