quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Puro Esporte: Imoral, mas não ilegal

Por Alisson Matos
A discussão sobre a indecência chamada “mala branca” voltou à pauta do futebol brasileiro. Para quem não se atenta ao mundo futebolístico, à expressão mala branca retrata um benefício financeiro cedido por um time à outro para vencer um jogo. O fato teria ocorrido na partida entre Barueri x Flamengo, onde o Cruzeiro, interessado no resultado da partida, teria cedido uma quantia ao clube paulista para vencer a equipe carioca. Volta e meia boatos dessa espécie teimam em reaparecer. Alguns consideram esses casos mitos, já outros afirmam que não há nada mais comum no futebol. Existem diversas formas de incentivo financeiro para incentivar jogadores ou até mesmo mudar o resultado de uma partida. A mala branca considerada moral e idônea é aquela em que o próprio clube fornece certa quantia financeira aos seus jogadores para a obtenção de alguma meta. A imoral mas não ilegal é a que supostamente o Cruzeiro teria praticado. Já a imoral e ilegal é a intitulada “mala preta”, que é quando alguns jogadores recebem um “incentivo” financeiro para perder ou entregar uma partida. Não sejamos ingênuos, a imoralidade está atrelada ao nosso futebol. Desde que o futebol chegou a terras tupiniquins, há casos de compra de resultados, malas brancas e malas pretas. Esses casos só colaboram com a desmoralização do esporte mais popular do Brasil. Na verdade não há forma descente de se incentivar um jogador. Qualquer prática de tais feitos é uma indecência. Não vejo solução em curto prazo, nos resta conviver com isso ou ao menos fingirmos que esses casos não passam de mitos urbanos.

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