segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Turma da Mônica completa 50 anos e os Escândalos de Sarney

Há 50 anos, em 18 de julho de 1959, a primeira tirinha assinada por Mauricio de Sousa, e protagonizada por Bidu e Franjinha, era publicada no então jornal "Folha da Manhã". Naquela época, com apenas 23 anos e repórter da editoria de polícia, Mauricio percebeu que queria mesmo era desenhar e contar histórias. E assim foi feito. Hoje, aos 73 anos, e com uma vasta lista de personagens no currículo, relembra o mundo que vislumbrou no início da carreira. "É claro que eu não sabia que as minhas criações ganhariam a importância que têm hoje. Mas eu não posso negar que eu imaginei tudo isso, sim", confessa. O início das comemorações do cinquentenário da carreira do criador da turma da Mônica será marcado pela apresentação de um documentário produzido em sua homenagem pelo canal de TV a cabo do grupo A&E, The Biography Channel. Entitulado "Biography: Mauricio de Sousa", o vídeo que será exibido no próximo dia 18 no Brasil e em outros países da América Latina conta com o depoimento de artistas brasileiros como Ziraldo, Luciano Huck e Ivete Sangalo, além de Jim Davis, cartunista internacional criador do personagem Garfield. A Fundação José Sarney, criada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter o museu com o acervo do período em que foi presidente da República, desviou verbas de patrocínio da Petrobras para empresas fantasmas e de parentes do próprio senador, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal "Estado de S. Paulo". Ainda de acordo com a reportagem, cerca de R$ 500 mil repassados pela estatal foram transferidos para companhias terceirizadas com endereços fictícios em São Luís, no Maranhão, contas bancárias paralelas ao projeto e para emissoras de rádio e TV de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais. Segundo o "Estado de S. Paulo", em 14 de dezembro de 2005, o projeto foi aprovado sem participação de concorrência pública e, no dia seguinte, a Petrobras anunciou a liberação do dinheiro. A estatal informou que a fundação foi incluída no programa de patrocínio como "convidada" e por isso não teve de passar pelo processo de seleção.A Fundação José Sarney informou que foram cumpridas "todas as metas privilegiadas no contrato de patrocínio da Petrobras". Argumentou ainda que as empresas de comunicação da família Sarney receberam recursos em razão da "média de audiência comprovada" no Maranhão.

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