quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Usar óculos escuros de má qualidade é pior que deixar olhos expostos ao sol

Por UOL Ciência e Saúde
Usar óculos de sol de baixa qualidade é pior do que expor os olhos ao sol sem proteção alguma, alertam oftalmologistas. As lentes escurecidas fazem com que a pupila se dilate, em vez de se encolher diante da claridade, o que aumenta a penetração dos raios solares. A longo prazo, a radiação aumenta o risco de catarata e degeneração macular. Comprar um produto com proteção garantida contra raios UVA e UVB nem sempre é fácil, já que o mercado de óculos piratas ou contrabandeados representa 40% das vendas no setor. E a culpa não é só dos camelôs: 58% dos comerciantes ouvidos em uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica) confirmam que existe ilegalidade entre as lojas. Se os óculos forem baratos demais, é bom desconfiar. Bento Alcoforado, presidente da Abióptica, dá uma ideia de valores mínimos para uma compra: “Para garantir a competitividade com o produto fabricado no Brasil, a lei exige que nenhum óculos pode ser importado por menos de US$ 4,5”, explica. Com o custo de internalização, que inclui impostos e transporte, o preço dobra, segundo ele. “Para ter o mínimo de lucro, o distribuidor tem que vender pelo dobro, o que já representam quase R$ 36. E se o óculos é adquirido em uma loja, e não direto do distribuidor, vai custar minimamente R$ 70”, resume Alcoforado. Como o preço mínimo de importação é determinado a partir dos parâmetros da indústria nacional, um produto local com o mínimo de qualidade também não deve sair por menos, segundo ele. Como preço alto nem sempre é garantia de qualidade, o ideal é seguir as dicas dos médicos. Em primeiro lugar, é preciso exigir a certificação NBR ISO 15111 e adquirir o produto em óticas idôneas. Algumas delas têm o aparelho que mede a proteção UV, chamado espectofotômetro. “Mas o teste tem de ser realizado com critérios e muitas vezes pode dar falso positivo ou negativo”, avisa o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Rio de Janeiro. Na dúvida, leve o óculos para o seu especialista, que geralmente tem o equipamento no consultório.

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