quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Banco Central e Fazenda apresentam novas cédulas do real

Por Diário Catarinense e Último Segundo
As novas cédulas do real tentam combater um dos principais problemas do dinheiro no Brasil: a falsificação. Dados do Banco Central (BC) mostram que, atualmente, existem 143 notas falsas para cada 1 milhão de cédulas em circulação. A média de dinheiro ilegal no Brasil é cerca de três vezes à observada no mundo, de 53 cédulas falsas a cada milhão. Em 2009, as apreensões de dinheiro falso feitas pelo BC retiraram 408 mil cédulas de circulação, que juntas representavam R$ 23,5 milhões. Em número de notas falsas, houve redução na comparação com 2008, quando foram apreendidas cerca de 528 mil. Mas o valor em dinheiro que os falsificadores conseguiram colocar nas ruas aumentou, já que em 2008 as apreensões somaram R$ 22 milhões. Para a impressão das novas notas, foi preciso trocar todo o parque gráfico da Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro. Foram gastos R$ 400 milhões na modernização da empresa, sendo que um valor entre R$ 200 milhões e R$ 230 milhões foi destinado apenas à compra de novos equipamentos para impressão das cédulas. Com mais recursos de segurança, visual mais limpo e com tamanhos diferenciados, as novas cédulas do real foram apresentadas nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC) e Ministério da Fazenda. As efígies permanecem, mas as notas foram reduzidas, ficando a de R$ 2 com o menor e a de R$ 100 com o maior tamanho. Ficaram muito parecidas com o Euro. O governo chama essa série de "segunda família do real" . A primeira foi lançada em 1994. As cédulas de R$ 50 e de R$ 100, mais falsificadas, serão as primeiras na troca, entrando em circulação no primeiro semestre deste ano. A de R$ 50 mantém a onça pintada e a de R$ 100 traz a garoupa, mas o peixe tem novo design.

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