sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mario Covas é declarado anistiado político; família receberá R$ 100 mil

Por Ivy Farias
Em uma sala quase vazia no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, a relatora começou a julgar o 15º caso da Turma 2 da Caravana da Anistia, na noite de ontem (5). "Queria muito que esta sala estivesse cheia agora, porque é uma honra relatar este caso", disse Sueli Belatto, integrante da Comissão da Anistia, que promove a 33ª caravana, em São Paulo. O processo em questão foi requerido por Florinda Gomes Covas, a dona Lila, mulher do ex-governador de São Paulo Mario Covas e pedia o reconhecimento de anistiado político ao marido e o pagamento de uma quantia referente aos dez anos em que Covas teve seus direitos políticos cassados e deixou de ganhar o salário de deputado federal algo em torno de R$ 2,3 milhões."O Estado brasileiro pede perdão à família de Mario Covas e o declara anistiado político post mortem", afirmou Sueli. De 13 de março de 1969 a 13 de março de 1979, Covas foi impedido de exercer seus direitos políticos. Durante este período, trabalhou como engenheiro na cidade de Santos, onde nasceu. Seguindo o texto da lei, a relatora do processo afirmou que, ao estado, cabe pagar uma prestação única de 300 salários mínimos, com o teto de R$ 100 mil.

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