sábado, 27 de março de 2010

Apesar do visual deslumbrante, filme decepciona para critico

Por Tom Leão
Este era um dos títulos iniciais de "Alice in wonderland", de Tim Burton, que estreia aqui na semana que vem: "Almost Alice" (Quase Alice). Porque o filme, a mais nova extravagância em 3D há três semanas no topo das paradas americanas e já com mais de US$ 250 milhões arrecadados (que foi o seu custo estimado, aliás) e o dobro disso no mercado internacional, é uma quase versão do clássico de Lewis Caroll e um quase filme de Tim Burton. Porque o diretor, afeito a filmes fantásticos/fantasiosos (como a refilmagem correta de "A fantástica fábrica de chocolate" e o seu clássico "Edward mãos-de-tesoura", por exemplo), tentou ser original e, em vez de recontar o conto original, fez uma espécie de continuação, mostrando uma Alice mais velha, 13 anos depois da primeira vez na Wonderland . Assista ao trailer de 'Alice no país das maravilhas', de Tim Burton .O resultado é visualmente deslumbrante (e nada brega, como o visual azul "psy trance" de Avatar), mas é o filme com menos coração e emoção de Burton. Até mesmo o seu ator-assinatura, Johnny Depp (como o Chapeleiro Louco, aliás, ele precisa dar um tempo nestes tipos e interpretar alguém real de vez em quando) está mais ou menos. A própria protagonista, a ótima Mia Wasikowska, também não brilha tanto, contracenando com telas azuis. Quem rouba as atenções, no fim das contas, é Helena Bonham-Carter, como a malvada Rainha Vermelha (aquela do "cortem-lhes a cabeça!") ou as criaturas criadas por animação computadorizada, como a lagarta, o coelho e o gato.

Um comentário: