sábado, 27 de março de 2010

Europa está escandalizada por Papa saber de Pedofilia na Igreja e não fazer nada a respeito

Por Bob Fernandes
Como se diz por aqui, a repercussão da denúncia do jornal The New York Times não morreu do outro lado do rio Tevere, onde fica a cidade do Vaticano. Os noticiários dos telejornais de hoje cedo mostraram que toda a Europa Ocidental ficou escandalizada com a ordem de “engavetamento” dada para o caso do padre norte-americano Lawrence Murphy, da diocese católica de Wisconsin.O padre Lawrence Murphy, de 1954 a 1974, abusou sexualmente de mais de 200 crianças, quando trabalhava no colégio católico John’s School. Entre as vítimas estavam crianças portadoras desenvolvimento mental retardado.Sem nunca ter sido processado pelas justiças laica e eclesial, o padre Murphy faleceu em 21 de agosto de 1998.Em 1974, o arcebispo William Cousins, por ser voz corrente os abusos sexuais perpetrados por Murphy, afastou-o do colégio. Então, Murphy foi colocado em outra diocese, onde, por mais de 20 anos, trabalhou com crianças em escolas de paróquias e com menores infratores internados em estabelecimento do Estado.O ex-Santo Ofício da Inquisição, hoje repaginado e chamado de Congregação para a Doutrina da Fé, foi informado, para tomar providências, dos crimes praticados pelo padre pedófilo Murphy.À época, o atual papa Ratzinger presidia a Congregação para a Doutrina da Fé e o seu vice era o cardeal Tarcisio Bertone, atual secretário de Estado do Vaticano e segundo homem da hierarquia eclesiástica. Segundo o jornal The New York Times, o bispo de Milwaukee, Rembert Weakland, enviou, oficialmente, duas cartas-denúncia a Ratzinger, quando este presidia o ex-Santo Ofício. A matéria jornalística está documentada. Os documentos foram fornecidos pelos advogados Jeff Anderson e Mike Finnegan. Eles são advogados de cinco vítimas de Murphy. As cartas com denúncias contra Murphy foram enviados a Ratzinger em 1996.
Nenhuma dessas duas cartas foi respondida por Ratzinger.

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