quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pop adolescente ganha cores e ofusca baixo astral emo

Por Amauri Stamboroski Jr. e Dolores Orosco
O pop rock chororô em preto-e-branco está sob ataque de uma turma fluorescente, que só quer saber de festa. Bandas como Cine, Restart, Replace e Izi estão conquistando a preferência dos adolescentes, com uma mistura de guitarras e efeitos eletrônicos. A nova geração de roqueiros coloridos rejeita o discurso do amor idealizado e dos dramas juvenis do emocore - adotado no país por bandas como NX Zero e Fresno. A onda agora é pregar a “positividade” e “chamar pra festa” como explica DH, 23 anos, o vocalista do Cine. “A gente também fala de amor nas músicas, mas não na linha ‘te amo, quero viver com você pra sempre’. A gente diz ‘te amo, quero te pegar na balada hoje’”, avalia o neogalã, autor do hit “Garota radical” (“Vem ser só minha / Vai ser você / Aposto um beijo que você me quer”, diz a letra). “É uma coisa meio Cazuza de ‘amor inventado’, que reflete como a galera da nossa idade se comporta. É o amor da festa de hoje à noite. Amanhã a gente inventa outro”, completa. Essa euforia toda se reflete no visual dos sucessores do emo. No lugar da estética dark, a paleta de cores dos tênis e dos jeans e camisetas justinhas é variada e exagerada: inclui amarelos, verdes, laranjas, roxos, vermelhos, lilás, azuis... Tudo ao mesmo tempo agora.

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