terça-feira, 4 de maio de 2010

Genoino critica imprensa e a compara a obra de Maquiavel

Por Catarina Alencastro
Um dos palestrantes da 5ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, o deputado José Genoino (PT-SP) criticou nesta terça-feira a cobertura que os jornalistas fazem do Congresso Nacional e da política no Brasil. Segundo ele, , um dos acusados de envolvimento no mensalão do PT, não há imparcialidade ou neutralidade na imprensa. Nesse sentido, explicou, jornais, revistas e sites noticiosos atuam como agentes políticos em prol de seus interesses. A mídia funciona hoje no mundo como uma espécie de "Príncipe" (de Maquiavel) eletrônico. Ela é portadora de valores, interesses e de uma engenharia. Por isso que não tem esse negócio de imparcial e neutro. Ela é um agente político. Ela tem interesses e espaço - afirmou. Apesar da crítica, Genoino defendeu a liberdade de imprensa como "um bem público". Sobre o acompanhamento que os profissionais de imprensa fazem do trabalho legislativo, Genoino voltou a dizer que é um acompanhamento parcial e que não dá espaço ao contraditório. Quando eu critico a cobertura da imprensa no Congresso Nacional é porque eu acho que ela é parcial. Ela é espetacular. Ela não dá todos os elementos para o cidadão acompanhar um projeto de lei, que mexe com a vida das pessoas - avaliou.

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