terça-feira, 22 de junho de 2010

A fotografia na era das imagens manipuladas

Por Luciano Trigo
Reconhecido internacionalmente como o mais importante (e valorizado) artista plástico contemporâneo brasileiro, Vik Muniz se destaca também pela reflexão teórica que desenvolve sobre a fotografia, meio e suporte de seus trabalhos. Nascido em São Paulo em 1961, ele já declarou que demorou muitos anos para “fazer sucesso da noite para o dia”: iniciou a carreira na década de 1970, mudou-se para Nova York em 1983 – após levar um tiro acidental, num episódio que ganhou contornos de lenda - mas somente em 1995 atraiu a atenção da mídia, com a série Crianças de Açúcar. Hoje suas fotografias integram os acervos dos mais importantes museus do mundo, e sua última retrospectiva no Brasil – no MAM-RJ e no MASP, em 2009 - recebeu mais de 100 mil visitantes. São imagens que, construídas com materiais “pobres” e inusitados – chocolate, brinquedos, sucata, poeira – promovem uma revisão constante da História da Arte, de Dürer a Andy Warhol, provocando um estranhamento capaz de agradar aos mais diferentes olhares. Felizmente para seus admiradores no Brasil, o ritmo das exposições e do lançamento de livros de arte sobre a obra de Vik Muniz tem sido intenso nos últimos anos. Em fevereiro deste ano o documentário Lixo extraordinário, que ele protagoniza, foi premiado no Festival de Berlim, e atualmente um trabalho seu pode ser visto todas as noites na televisão: a abertura da telenovela Passione - que provocou algumas reações negativas no meio artístico.

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