sexta-feira, 25 de junho de 2010

Hepatite C é ligada a jovens que fazem sexo com muitas pessoas

Por Sabine Righetti
Uma pesquisa da USP sugere que homens jovens e promíscuos são as vítimas preferenciais da hepatite C, doença incurável cujos mecanismos de transmissão não são bem conhecidos.Analisando 591 portadores do vírus em São Paulo, os pesquisadores verificaram que a transmissão do vírus está diretamente relacionada às "conexões" que uma pessoa estabelece.A análise das conexões por meio do número de parceiros sexuais não é a toa: "O sexo é um bom indicador de como são formadas as estruturas sociais", explica Paolo Zanotto, virologista do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e coautor do estudo. Entre os pacientes com "alta conectividade" (que tiveram mais de 50 parceiros sexuais), 60% têm o subtipo 1a da doença e a maioria está na faixa etária de 30 anos. Já entre os de "baixa conectividade" (menos de 5 parceiros sexuais), 40% têm o subtipo 1b da hepatite C e foram contaminados por transfusão de sangue. "Menos de um terço dos pacientes infectados pelos subtipos 1a e 3a da doença são usuários de drogas injetáveis. Claramente o vírus está sendo transmitido por outras vias", diz Camila Malta Romano, pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo da USP e coordenadora do estudo. Para a especialista, as pessoas mais jovens e os homens, que têm mais parceiros sexuais do que as mulheres, estão no grupo de risco. "Não existe confirmação de que a relação heterossexual possa transmitir hepatite C. Mas observamos uma maior incidência de um subtipo do vírus entre pessoas com mais parceiros", diz Romano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário