quarta-feira, 30 de junho de 2010

Hudson abraça mais forte o rock, pivô do fim da dupla sertaneja com o irmão, Edson

Por Donizeti Costa
A guitarra começou a encobrir o som da viola caipira na música sertaneja nos anos 60, quando o iê-iê-iê de Beatles, no original do grupo ou nos ecos da Jovem Guarda, tomou o país. Para desespero dos puristas, algumas duplas passaram a abraçar o instrumento como se fosse seu, culminando no som que se ouve hoje no gênero. Mas há quem, na dúvida, fique com os dois. É o caso de Hudson Cadorini, de 37 anos, violeiro de mão cheia que, a certa altura da vida, também caiu de amores pelo instrumento que consagrou Joe Satriani, Steve Vai e outras feras do rock.Por um bom tempo, a guitarra ajudou a dar o tom à dobradinha que ele formava com o irmão Edson, uma das mais aclamadas duplas da cena sertaneja, com 4 milhões de discos vendidos. Até que sua paixão pelo rock - materializada em 2007 pelo CD "Turbination", com participação do guitarrista Andreas Kisser (ex-Sepultura) e dos irmãos Andria e Ivan Busic (respectivamente, baixista e baterista do grupo Dr Sin) - acabou desandando de vez a união.- No dia a dia, passaram a implicar com o jeito como eu me vestia, com meu cabelo comprido e até com minhas tatuagens - lembra o músico. O caldo desandou tanto que acabou com a separação da dupla, anunciada em novembro de 2008, mas esticada até o cumprimentos dos compromissos da agenda, em 31 de dezembro do ano passado. Enquanto aguardava o fim, Hudson e a banda, rebatizada de Rollemax em vez de Turbination, gravaram o DVD "O massacre da guitarra elétrica". Quanto a Edson, que no momento se trata de uma pneumonia que o obrigou a cancelar alguns shows, prefere não tecer mais comentários sobre a dissolução da parceria caseira.
- Tudo o que eu tinha que falar a respeito já foi dito - argumenta.

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