sexta-feira, 16 de julho de 2010

Carreira de Tom Cruise é ameaçada por mau resultado de "Encontro Explosivo"

Por ANDRÉ BARCINSKI
Não é à toa que, em menos de 18 meses, Tom Cruise esteve duas vezes no Brasil.
Dono de um estúdio, United Artists, e com a popularidade cambaleante nos Estados Unidos devido a uma sequência de fracassos de bilheteria, o astro aposta no mercado internacional para faturar. Seus últimos três filmes não emplacaram: "Leões e Cordeiros" (2007), estreia de sua gestão na United Artists, afundou na bilheteria. "Operação Valquíria" (2008) faturou abaixo do esperado. E o novo "Encontro Explosivo" rendeu, em seu dia de estreia nos Estados Unidos, U$$ 3,8 milhões, o pior faturamento de um filme do ator desde "Um Sonho Distante" (1992). O ator continua tendo uma das melhores médias de bilheteria entre os astros de Hollywood, embora seu filme mais rentável, "Top Gun - Ases Indomáveis" (1986), figure só no 100º lugar entre as maiores bilheterias norte-americanas em todos os tempos (ajustadas pela inflação). Ou seja: sua carreira não é marcada por picos, mas por uma consistência duradoura, que está em risco. Cruise tem 48 anos e seu público também envelheceu. Mais de 56% dos espectadores de "Encontro Explosivo" nos EUA têm mais de 25 anos. Para a molecada que gosta de filmes de ação, herói de verdade é o ator Will Smith ("Eu Sou a Lenda"). Cruise tem duas saídas: ou arruma logo outra franquia de sucesso, como fez Robert Downey Jr. com "Homem de Ferro", ou procura um diretor novato e talentoso que faça para ele o que Quentin Tarantino ("Pulp Fiction") fez para John Travolta: torná-lo "cool" novamente. A terceira opção seria "Missão Impossível 4". A Paramount quer rodar o filme, mas anunciou que, diante do decepcionante resultado de "Encontro Explosivo" nos EUA, está "observando bem de perto" o desempenho do filme nos demais países.
Ou seja, até o estúdio para quem Cruise fez sucessos como "Top Gun" e "Guerra dos Mundos" acha que o herói está a perigo.

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