sábado, 24 de julho de 2010

Kirchner busca usar Maradona para permanecer no poder na Argentina

Por Márcio Resende
A continuidade de Diego Maradona no comando da seleção argentina é questão de Estado para o casal Kirchner (Cristina, atual presidente, e Néstor, ex-presidente e provável próximo candidato). A ideia é usar o treinador mais popular que os seus próprios jogadores para pavimentar uma corrida a um eventual terceiro mandato presidencial em 2011. Na próxima semana, o técnico-estrela terá uma reunião com o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, para renovar o seu contrato. Oficialmente, Maradona deve apresentar um plano de trabalho pelos próximos quatro anos no qual corrija os erros do passado e trace um projeto a futuro. Maradona pensa numa revanche na casa do clássico adversário, o Brasil. Extra-oficialmente, a equação é meramente política. Os Kirchner sabem que Maradona é o um mito vivo, capaz de renascer das cinzas inúmeras vezes. Uma analogia clara para a popularidade do casal que, no passado, já rondou os 75% e hoje não passa de 25%.
Maradona é a metade mais um dos votos, concentrados sobretudo na empobrecida periferia de Buenos Aires, província responsável por 40% do eleitorado e afetada pela violência, pela crise energética e pela inflação galopante de cerca de 30% ao ano.

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