domingo, 25 de julho de 2010

Programas humorísticos censuram piadas e tiram candidatos do ar para evitar punição

Por Bernardo Mello Franco
Quem achou graça nas sequências ao lado, em que os integrantes do "Casseta & Planeta" imitam os presidenciáveis na caça aos votos, vai ter que esperar até o fim da eleição para rir de novo.Assustados com as novas regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os humorísticos da TV foram obrigados a puxar o freio na cobertura da corrida ao Planalto. Para os comediantes, o veto a qualquer piada que "degrade ou ridicularize candidato, partido político ou coligação"estabelecido pela resolução 23.191/2009 da corte caiu como uma lei da mordaça sobre a telinha. "É o estilo Dunga dominando a eleição", diz o casseta Hélio de la Peña. "O povo devia ter direito a se divertir um pouco com a política, já que será obrigado a sofrer com o horário gratuito." No ar desde 1992 na Globo, o "Casseta" tomou a medida mais radical para se adaptar à norma em vigor desde o dia 1º: baniu qualquer referência aos candidatos até outubro. Os quadros sobre as eleições agora são limitados a personagens fictícios como o candidato do Partido do Polvo Profeta, inspirado no molusco que previa os resultados dos jogos na Copa.

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