domingo, 22 de agosto de 2010

Artistas da MPB discutem prós e contras da lei que proíbe showmícios

Por AMANDA QUEIRÓSMARCUS PRETO
"A presença de um artista querido pode ser tomada como um brinde ao eleitor", disse Caetano, por e-mail. "Mas não é necessariamente isso: pode ser apoio político deliberado por parte do artista e, mesmo quando pago, pode ser parte da mensagem do candidato." Segundo o cantor, a liberação de brindes materiais pode ser tomada como abertura para a compra de votos, "mas uma canção cantada por alguém querido não é algo que você leva para casa". Musa do movimento das Diretas, Fafá de Belém considera a proibição "uma farsa". Ela argumenta que a música é componente agregador e, se não for feita ao vivo, será tocada mecanicamente. "Estando ou não o artista lá, a música dele está rolando sem autorização e, muitas vezes, nem o Ecad [direitos autorais] é pago", diz. Veterano dos showmícios, tendo cantado nas campanhas de Tasso Jereissati, Ciro Gomes, Aécio Neves e Mario Covas, o cantor Raimundo Fagner apoia a proibição.
Para ele, é preciso haver alguma relação ideológica entre o artista e o candidato.

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