sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Jovens de Bróder e 5 Vezes Favela querem mudar o olhar da classe média para as periferias

Por Luiz Carlos Merten
Foi uma bela festa, a de encerramento do 38.º Festival de Gramado. Caio Blat, melhor ator por Bróder, disse que o Kikito foi o melhor presente que ganhou na vida. "Agora já posso dizer - sou negão." A euforia do diretor Jeferson De não era menor e, no palco, ele puxou o "Parabéns a você" para a filha, que comemorava aniversário - longe do pai, por causa do festival. Em outro evento anterior, o Festival de Paulínia, a festa havia sido de 5 Vezes Favela, a nova versão - Agora por Nós Mesmos da obra cultuada dos anos 1960, considerada um dos marcos do Cinema Novo. Bróder abriu Gramado e foi o grande vitorioso da competição brasileira. O filme estreia em novembro, mês da consciência negra. Hoje estreia 5 Vezes Favela, grande vencedor de Paulínia. Com esses dois filmes, algo se passa no cinema brasileiro. Foi o que disse Jeferson De, que o repórter do Estado reuniu para uma conversa com diretores de 5 Vezes Favela. Ela ocorreu à tarde, na véspera da premiação. Os dois filmes não apenas dialogam entre si - a periferia vista por ela mesma, como dialogam com o próprio cinema brasileiro. E isso é uma novidade na produção nacional.

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