domingo, 8 de agosto de 2010

Mercado editorial brasileiro lança biografias não-autorizadas de Lady Gaga

Por Luiz Felipe Reis
Ela quer chocar ao ponto de testar os limites que separam o extravagante do banal. Para isso, faz do excêntrico a norma. E estende seus tentáculos melhor do que nenhum artista da atualidade pelos caminhos retalhados da internet. Através de ferramentas como Myspace e Youtube Stefani Joanne Angelina Germanotta abdicou de seu nome de batismo. Deixou de atender por stefani para se reinventar sob a pele de uma personagem que lhe garantiu identidade definitiva: Lady Gaga. Dos 22 aos 24 anos, ou entre 2008 e 2010, Lady Gaga se tornou um fenômeno dentro e fora da internet por uma série de elementos conexos: moda, comportamento, sexo, escândalo... Mas nada disso ganharia eco se canções de apelo pop imediato não fossem criadas por ela e funcionassem quando expulsas em pistas de clubes undergrounds a festas de patricinhas. E é a fim de investigar o que especulam ser o maior fenômeno pop dos anos 2000 que o mercado editorial brasileiro se apressa a lançar três biografias que, assim como a biografada, fabricam versões para explicar e não explicar quem de fato é Lady Gaga. Qual o motivo de tanto sucesso? Seria Gaga a criadora das canções, coreografias e figurinos mais originais da década? Dona da voz, do comportamento e da inteligência mais afiada? Os autores Helia Phoenix, Emily Herbert e Brandon Hurst dizem que sim e que não através de biografias não-autorizadas lançadas simultaneamente pelas editoras Leya, Globo e Madras neste mês.

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