domingo, 1 de agosto de 2010

'O Formigueiro', com Marco Luque, não decola em estreia

Por Mauro Trindade
É incrível como é preciso ser muito bom para fazer algo muito ruim. Programas de domingo, por exemplo. Há cerca de meio século eles transformaram os fins de semana na tevê em uma espécie de filme de ficção-científica de horror, no qual telespectadores são abduzidos com piadas antigas e pegadinhas sem graça em cenários de outro mundo. Mas é inegável o talento de profissionais como Fausto Silva, Gugu Liberato e Silvio Santos. São capazes de improvisar e interagir com a plateia de maneira brilhante. Marco Luque é um promissor novato nesse mundo, que conta também com Eliana, Rodrigo Faro e Ana Hickmann, a maior de todas - um metro e 86! O Formigueiro, sob o comando de Luque, estreou domingo passado na Band segue à risca o modelo internacional sacado do espanhol El Hormiguero. Mesmo cenário, mesma introdução - uma escalada do que vai ser apresentado durante o programa -, uma entrevista e dois fantoches em forma de formiga, Tana e Jura, sempre com comentários engraçadinhos. A estreia foi desastrosa: três pontos na média, com pico de 4. Uma audiência próxima à conquistada por briga de casal, promoção em supermercado e camelô de DVD pirata. O problema parece menos do carismático humorista-apresentador e mais do formato. O Formigueiro é um programa com bonequinhos animados, Rita, a rata vidente, cientistas malucos em um quadro didático - que o Tudo é Possível, entre outros, já apresentou - e uma entrevista descontraída com alguma celebridade.De certa maneira, O Formigueiro é uma produção para a família cheia de quadros infantis, à imagem e semelhança do original espanhol, criado como um semanal pelo diretor e apresentador Pablo Motos e que, com o sucesso, tornou-se diário em 2007.

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