segunda-feira, 6 de setembro de 2010

No Dia do Sexo, assunto ainda é tabu para a sociedade

Por Laura Cortizo
Em nosso calendário, existe dia para tudo. Dia do amigo, da árvore, do petróleo e até dia da baiana do acarajé. Em um país onde até o ministro da saúde indica o sexo como remédio para combater a hipertensão, por que não apostar em um Dia do Sexo? Pensando nisso, o deputado federal Edigar Mão Branca (PV-BA) propôs, no início deste ano, um projeto que cria o Dia do Sexo, a ser celebrado em 14 de fevereiro. Extraoficialmente, porém, a data que vem sendo adotada há dois anos é hoje, 6 de setembro, devido a uma grande campanha promovida por uma marca de preservativos em 2008. A ideia, além de celebrar, é abrir espaço para a discussão do tema e para a quebra de tabus. "Em 1989, quando comecei a trabalhar com a terapia sexual, as pessoas chegavam no consultório bastante desconcertadas, até fragilizadas", conta a terapeuta sexual Silvana Melo. Apesar de achar que a criação de uma data comemorativa é, sobretudo, uma questão comercial, ela acredita que ainda há necessidade de discutir o assunto de forma mais natural. "Hoje, a abertura maior que existe para se falar sobre sexo favorece a busca por ajuda em muitos casos. Mas ainda há dificuldade de expressão sexual, vergonha de falar sobre os desejos, o que dar prazer a cada um", completa Silvana. De acordo com a sexóloga, a contemporaneidade trouxe aspectos positivos quando o assunto é sexo. Hoje, por exemplo, a terapia sexual já é vista com mais seriedade, sendo inclusive recomendada por muitos médicos.

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