quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Grupo pede permanência de Juca Ferreira no MinC

Por Ana Paula Sousa
Nas áreas econômicas do governo seria impensável algo assim. Mas, na cultura, as discussões em torno do nome a ser apontado por Dilma Rousseff para o ministério ganham contornos de performance. De intervenção, até. O dramaturgo Zé Celso Martinez Corrêa propôs-se a organizar a cena mal começaram a vir à tona os nomes dos possíveis candidatos ao Ministério da Cultura (MinC). Em entrevista à Folha, o criador do Oficina desfiou o conceito de antropofagia para defender a permanência de Juca Ferreira, segundo homem de Gil que, há dois anos, assumiu o posto. "O PT vê a cultura como instrumento político", diz Corrêa. "O Gil e o Juca [Ferreira] acabaram com a política de balcão, fizeram uma revolução. O voto na Dilma foi pela continuidade. Esse ministério tem que continuar." Outro a defender, de modo enfático, a atual gestão é o maestro John Neschling. "A gestão do Juca foi, antes de mais nada, democrática. Ele teve posições claras, se expôs a críticas", diz o ex-diretor da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). "Por que a sanha de mudar?" Cabe lembrar que Neschling lidera a Companhia Brasileira de Ópera, nascida com o apoio do MinC. A unir os nomes pró-Juca o dramaturgo Aderbal Freire Filho e o estilista Ronaldo Fraga entre eles está o argumento de que, na prática, ele teve apenas dois anos à frente da pasta. Os outros seis foram conduzidos por Gilberto Gil.

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